terça-feira, 18 de março de 2014

Surpresa e gravidez de sete meses.

Após algum tempo, muito tempo, sem postar nada por aqui, venho falar de algo que fez com que parte do meu tempo fosse direcionado à um outro horizonte: meu filho. Mas estava pensando, escrevendo sobre outras coisas e decidi escrever um pouco sobre Miguel e sua chegada. Sem dúvida alguma, um dos momentos mais felizes na vida de um homem, de uma mulher, de um pessoa, é a chegada de um filho. Dia vinte e oito de novembro de doi mil e treze, essa foi a data que nos aconteceu a tão esperada chegada de Miguel. Sete meses após a concepção, e agora? o que faríamos? Primeiramente, o sétimo mês é um periodo muito crítico,é o momento em que a barriga de fato aumenta, aumenta mesmo, os movimentos do bebe são cada vez mais intensos, dores de cabeça são constantes, o corpo cada vez mais morbido, além da ansiedade pelo nascimento que está cada vez mais perto, bem mais perto. Sem contar que o bebê ja faz parte do imaginário do casal, de toda a família. Estava previsto que o nascimento fosse apenas em janeiro, mas Miguel insistiu que seria sargitariano,de sete meses, não deu outra. Na noite do dia vinte e sete de novembro, Telma foi para a faculdade, passou a noite com um "pequena Cólica" (Inocentes, rsrsrs), quando chegou em casa, por volta de meia noite, a dor ja a consumia por inteira. Ainda assim pensamos que seria algo normal, coisa de gravidez, ela então foi até a casa da mãe dela tomar algum chá, remédio, algo que cessasse a dor. Meia hora depois ja estavam em direção ao hospital e depois ja entrando em trabalho de parto. (Eu, em casa, achando que era apenas uma dorzinha, normal, coisa de gravidez). 4:00am, o telefone toca, minha sogra avisava: "MIGUEL NASCEU, É TÃO LINDO"(ela nem o tinha visto ainda). Não sabia se pulava, se gritava, se corria, se sorria, se chorava, só sabia que queria vê-lo o quanto antes. "não é possivel, só são sete meses", eu pensava, mas a gravidez tem dessas surprises, então me conformei. Tivemos que nos habituar com a nova ideia as pressas e ao mesmo tempo contermos a alegria em prol do estado da saúde de Miguelito. Estava muito fragil por ser prematuro, mas reagia muito bem a todos os estímulos necessarios. Todos vinham me parabenizar, me ligar, mandar mensagens e eu na correria de estar ao lado de Miguel e de telma, ainda acostumando com a chegada de Miguel. Eu de alguma forma que não sei explicar (então deve ser psicológico, rsrsrs), tambem havia ficado grávido e aquele seria o momento do parto mental, de sete meses, imaginem a bagunça na mente. Um infinito turbilhão de sentimentos e responsabilidades antecipadas, estavamos todos, absolutamente todos, despreocupados até então e ja haviamos feito planos e mais planos para o natal, reveillon, até chegar janeiro e a vinda de Miguel. As responsabilidades, estas sim, acompanham os sentimentos. Em um momento como este, onde o inesperado premedita o caos, temos que nos revelar fortes a qualquer custo, não importa o que aconteça, sempre seremos, enquanto pais, lembrados que outras pessoas precisam de nós e por maior que seja a "bagunça" na cabeça, temos que dar um jeito de organizar e se organizar. Sabendo sempre que temos uma vida pela frente para amar, valorizar, educar, apreciar e entre outras coisas, dar exemplos aos nossos filhos. Enfim, o mais importante é não se deixar levar apenas pela emoção do nascimento, mesmo que seja no momento inesperado, que te deixa sem saber o que fazer, coisas de Gravidez (de sete meses).

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